
O modelo GigaTIME, desenvolvido em parceria com a Universidade de Washington e a rede
de saúde Providence, surge como uma nova ferramenta para tornar mais rápido e acessível
o diagnóstico de câncer. A tecnologia utiliza inteligência artificial para analisar lâminas de
patologia e transformá-las em mapas detalhados de proteínas nas células tumorais.
O sistema foi treinado com dados de cerca de 40 milhões de células e aplicado em mais de
14 mil pacientes, abrangendo 51 hospitais. A partir dessas informações, o modelo gerou
uma base virtual com 300 mil imagens, cobrindo 24 tipos de câncer e mais de 300 subtipos,
identificando mais de mil associações relevantes entre proteínas e fatores como estágio da
doença e sobrevida.
Os resultados foram publicados na revista Cell e indicam que a tecnologia pode reduzir
custos e tempo de análise, permitindo que exames complexos sejam realizados a partir de
procedimentos já comuns na rotina médica. O modelo já está disponível para pesquisas
clínicas.

