
O programa AmazonFACE, desenvolvido pelo INPA em parceria com a Unicamp, busca entender como o aumento da concentração de dióxido de carbono pode afetar a floresta amazônica. O estudo será realizado em uma área de floresta madura a cerca de 80 quilômetros de Manaus.
A pesquisa utiliza a tecnologia FACE, que permite elevar artificialmente os níveis de CO2 em parcelas da floresta sem isolá-las do ambiente. Seis áreas de 30 metros de diâmetro serão monitoradas, sendo três expostas a uma concentração maior do gás e três utilizadas como controle.
Mais de 400 espécies vegetais serão analisadas para avaliar mudanças no crescimento, armazenamento de carbono, absorção de nutrientes e transpiração. Os dados também alimentarão o modelo ecossistêmico Caetê, desenvolvido para simular possíveis respostas da floresta a diferentes condições climáticas. O experimento busca reduzir as incertezas sobre a capacidade de adaptação da Amazônia às mudanças climáticas.

